segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Movimento rompendo forma.


No movimento rompeu-se uma  forma.
 Na  instabilidade da experimentação  criou-se chão/equilibrio e alegria.
Uma aula de dança africana durante uma consultoria
 em HIV/SIDA./Moçambique

Surpresa : Me reconheço na forma  e me  conheço no movimento.  
O desconstruir da forma rompe  a "imagem" e engendra intensidades outras.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Criar redes de conversação

Criar redes de conversação
                                                                             
  A Arte de conversar
“Técnicas de conversa foram e continuam a ser inventadas e desenvolvidas por diferentes povos, religiões, sistemas políticos, sociedades, profissões, ofícios e serviços, comunidades e pequenos grupos, e com todas elas podemos enriquecer nosso repertório e buscar inspiração para nossas buscas e criações. Algumas delas se destacam, justamente, por seu enorme potencial democrático. Contudo, como são, muitas vezes, técnicas muito antigas e que operam num quadro de instituições tradicionais, são muito pouco consideradas pelos nossos tão imperfeitos quanto arrogantes sistemas democráticos “ocidentais”.
Um belo exemplo – e que reúne alguns elementos significativos que o aproximam muito da técnica de conversa que estamos enfocando –, é a palabre[8], uma variante africana do parlamento e a principal instituição política da África pré-colonial. Para oferecer uma síntese eloqüente das principais características dessa técnica de conversa e de seu potencial democrático, transcrevemos um comentário da filósofa Isabelle Stengers, que participou de palabres e ficou impressionada com as transformações que são produzidas pelos constrangimentos impostos aos participantes por suas regras de conversar:
“Por definição, cada um dos associados de uma ‘palabre’ sabe alguma coisa da ordem do mundo que deve ser produzido, criado, descoberto, reinventado em torno do caso que os reúne. Mas jamais a intervenção de um deve assumir a forma de uma desqualificação do que diz um outro. Isso é uma regra de conversa: cada um reconhece todos os outros como legítimos e insuficientes – só há ‘palabre’ porque nenhum dos saberes presentes é suficiente para fabricar o sentido da situação. É, então, que podem se produzir as convergências. Não há apelo ao acordo entre os participantes, pois cada um é interessante enquanto divergente. Mas, pouco a pouco, palavras que não pertencem mais a uma pessoa em particular se põem a caracterizar a situação de maneira pertinente e ativa” (Mangeot et al., 2002).

Não poderíamos encontrar síntese mais adequada para o tipo de disposições “morais” e “cognitivas” que estamos prescrevendo para o acolhimento dialogado:
·        o reconhecimento do outro como um legítimo outro;
·        o reconhecimento de cada um como insuficiente;
·        o sentido de uma situação é fabricado pelo conjunto dos saberes presentes.
Resumindo, todo mundo sabe alguma coisa e ninguém sabe tudo, e a arte da conversa não é homogeneizar os sentidos fazendo desaparecer as divergências, mas fazer emergir o sentido no ponto de convergência das diversidades.”



Ricardo Teixeira – recortes da Rede Humaniza Sus

Rizoma Deleuze Duhême

terça-feira, 27 de abril de 2010


Projeto realizado - Formação de leitura em voz alta para funcionários e agentes culturais de bibliotecas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010


Experimentação de corpos.
Como se sustentar neste plano onde estas intensidades são experimentadas?
Como criar esse plano?
É possível criar estratégias para que isto aconteça?
Como habitar esse plano das afetações dos corpos?
Tocar e ser tocado. Afetar e ser afetado.

Como sustentar esse plano de afecções dos corpos que  pedem passagem, buscam voz, ensaiam formas, buscam a expressão.

Como aprender a criar e sustentar estas intensidades, como  possibilitar a recuperar das forças, da expressão da Vida.

Recuperar a expressão da Vida que foi aprisionada em nós, em nossos corpos, é nosso desafio em todas as dimensões de nossa existência.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FILOS

H. Miller provoca
“Não posso expulsar do espírito a discrepância que existe entre idéias e vida. Uma deslocação permanente, embora tentemos encobrir as duas com um toldo brilhante. E não adianta. É preciso unir idéias à ação... As idéias não podem existir sozinhas no vácuo da mente. Estão relacionadas com vida: idéias biliares, idéias renais, idéias intersticiais, etc. Se fosse apenas por amor a uma idéia, Copérnico não teria destruído o macrocosmo existente e Colombo teria naufragado no mar dos Sargaços. A estética da idéia cria vasos de flores, e vasos de flores a gente põe no peitoril da janela. Mas se não há chuva ou sol de que adianta pôr vasos de flores do lado de fora da janela?”
Trópico de Câncer, p. 230.
G. Deleuze e F. Guattari potencializam
“Os conceitos filosóficos são totalidades fragmentárias que não se ajustam umas às outras, já que suas bordas não coincidem. Eles nascem de laços de dados, não compõem um quebra-cabeças. E, todavia, eles ressoam, e a filosofia que os cria apresenta sempre um Todo poderoso, não fragmentado, mesmo se permanece aberto: Uno-Todo ilimitado, Omnitudo que os compreende a todos num só e mesmo plano. É uma mesa, um platô, uma taça. É um plano de consistência ou, mais exatamente, o plano de imanência dos conceitos...”
“ ...o problema do pensamento é a velocidade infinita, mas esta precisa de um meio que se mova em si mesmo infinitamente, o plano, o vazio, o horizonte. É necessário a elasticidade do conceito, mas também a fluidez do meio[1]. É necessário os dois para compor ‘os seres lentos’ que nós somos.”
O que é a Filosofia?, p.51
[1] Sobre a elasticidade do conceito, Hubert Damisch, Prefácio a Prospectus de Dubuffet, Gallimard, I, p. 18-19.
A Arte encarna
“Se depender de mim, nunca ficarei plenamente maduro nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.”
Tempo morto e outros tempos

contínuos

contínuos
pensamento/clínica/expressão